

Frio que acalma e pede por preguiça, paisagem que agita o coração e aquece a emoção, é linda e estonteante, de minha velha manta e meu cachorro, as companhias mais sóbrias que a mim, são incomparáveis e me alegram se alegrar. Por que a vida não pode ser assim? Por que ela tem que ser do jeito que é? Se a morte for o caminho para a minha descrição, espero-a ansiosamente, sem precedentes do que vou deixar ou que vou sentir falta, é perfeita essa magnitude, essa concepção de morte, quero a minha imaginada morte, pela qual a eternidade me espera. Onde o tédio extinguiu-se e a solidão se torna doce, macia e saborosa como um gole de vinho puro e único.
Paisagem inexistente, em jamais possíveis possibilidades de existir, isso é bom, pra mim. Ela me aguarda para alguns séculos mediantes e interrupto de qualquer erro eventual futuro. Ah, me aguarde paraíso, onde minha paciência reina e fica em défice aqui, onde meu sorriso é constante quando aqui ele é inexistente, onde minha paz esbanja riqueza e plenitude quando aqui é perturbada e atormentada e frustrada pelos fantasmas da realidade, da rotina presente a todo segundo.
Na minha morte a paisagem é o frio e me trás inexplicáveis e amáveis sensações, onde só sentirei quando chegar lá, um dia...Distante e macia espera, como um gole de vinho...Puro, macio e vermelho como o sangue que escorre por mim.



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