sexta-feira, 18 de março de 2011

Minha história


Livros que levam minha história em suas velhas e amareladas páginas, enumeradas pelo número de vezes que tentei, tentei e fracassei. Livros que me tomam, levam minha história para dentro de si, seja em terra ou mar, flutuam ao mar perdido, à terras perdidas, ao fim do mundo. Mesmo que não pareça, me levam realmente. Livros que me fazem crer em crenças inacreditáveis e impossíveis como minha história.
É mais do que identificação, é apego,são coincidências  que essas velhas, amareladas e perdidas páginas de livro que carregam minha e sua história, a história pessoal de todos, ah, como gostaria de provar de mais valor a inutilidades uteis...Uteis agora...Mais do que nunca. Vejo suas capas novas, e me recordo das capas anciãs, abatidas pelo sacolejo da vida, assim como eu, assim como minha história, assim como sua história. Identifiquei-me ao apego da fidelidade e clareza das frases, me identifiquei ao toque cortez das palavras bem colocadas e cuidadosamente preparadas ao serem ditas, ou escritas, ao contrário de mim, onde as palavras saem mesmo sem o conhecimento prévio de seu rigoroso e cuidadoso significado. 
As palavras fluem em mim como o ar, o ar que envelhece os livros, o mesmo ar que me envelhece, o ar que te envelhece, aí minhas caras páginas de livros, companheiras fiéis a minha história, mesmo que dividida em diversas partes, ela esta lá, e eu sei que esta, isso é o que realmente importa.

Na ponta dos pés


Na ponta dos pés, parecem me deixar mais alta, no topo do mundo, parecem me fazer enxergar detalhes que não enxergo quando estou no chão. Na ponta dos pés flutuo e viajo sob a cabeça de todos, e como por um instante pareço ler pensamentos, mesmo que seja imaginação. Na ponta de meus velhos pés me inclino e giro, como a terra gira em torno do sol, eu giro por si só, a busca talvez de meu bailarino par. Ou talvez a busca de alguém que veja todo o mundo na ponta dos pés como consigo ver. Ah, na ponta de meus velhos e machucados pés, andei e tropecei, caí e levantei, sempre me levando ao rodopio, me levando a ficar na ponta de meus velhos pés como um forte de mim, como um forte de meus pensamentos e inseguranças, inseguranças as quais desconheço mais sei que existem.
Sei que existem para sobrecarregar e elevar-me a ponta dos pés, balé perfeito com o laço que envolve minha cintura, sintonia harmônica com meu cabelo, com cada fio de cabelo que se movimenta, sim, me sinto por completa. As leves e delicadas mãos que conversam com meus pés, que velhos e cansados ficam em suas pontas, para ver o topo do mundo, os Alpes, as montanhas, as colinas, para ver o mais alto de mim mesma, e o maior enrosco de fita cor-de-roda em minha cintura, que leva as sapatilhas e mais uma vez, a ponta de meus pés.


Sexta-Feira

Sexta, esperada sexta, leva e encomenda noites inesquecíveis, ou simplesmente o consolo de um travesseiro.
Aquela sexta, sexta unica que marca pelo fim da semana, tão esperada sexta-feira.
Festas, e agitos juntamente com meu coração que segue o ritmo da noite, lento e impassível, anda no compasso do sangue que corre em minhas veias. Não sou vazia de sentimentos, apenas os sinto em silêncio, em quietude e ao mesmo tempo estonteante pedido por bagunça.
Ah, sexta-feira, querida e amada, me encanta e se auto programa, milhões de planos para poucas horas, expectativas muitas vezes esquecidas, mais  que vale é a diversão de imaginar algo que talvez não acontece, ou na verdade não acontece. A ansiedade amada em ansiar algo simples que se tornou especial, pelo menos por hoje, vamos aproveitar o momento, vamos ser felizes, o amanhã...Deus dirá!
Poderia ficar a noite toda escrevendo, mas minhas necessidades de sexta-feira são maiores, minhas necessidades de ansiedade e planos.


 
Things and Feelings by: Croqui ©Template Love is Simple convertido e adaptado para xml por 187 tons de frio.