Hipócrita e ausente.
Odeio-te como odeio o frio, como odeio o perfeito, odeio como o que não possuo. Tua morte é mais ansiada para mim do que para qualquer ceifeiro a serviço. Tua morte soara como vinho em cálice, como coberta quente em dias frio, e aí sim será o meu descanso em paz, não o seu.
Ignoro-te e converso contigo como se tudo fosse como antes. Hipócrita, sem escrúpulos.
Enfia novamente tua cara de inocente em doses de água ardente, enfia tua cara no teu leito de morte.
Alivio minha raiva em tua decadência, que acontece a cada dia, e que poderia ser mais rápida alias.
Agora entendo e verdadeiro sentido daquela frase: "Nos dois não podemos permanecer no mesmo lugar", ou mata-se tu, ou me mato eu...



